17/07/2026

Leituras

 "Vita Contemplativa", de Byung -Chul Han


:19 sobre a importância da inatividade para abrir portas às memórias involuntárias, às epifanias.

"(...) o atual ruído da informação e da comunicação põe fim à "sociedade dos que escutam""

:25, 26, 27 e 28

Sem o tédio nada acontece

"Que alívio é não ter nada para dizer"

"O espírito livre está em extinção"

"Como falta o tempo para pensar e manter o pensamento em repouso, já não se ponderam as opiniões divergentes: as pessoas contentam-se com odiá-las"

Na poesia " a linguagem repousa em si mesma, contempla a sua capacidade de dizer e, deste modo, abre novas possibilidades de uso"

A linguagem está a perder o esplendor.

Estamos a viver uma crise de comunicação.

"O ruído da comunicação perturba o silêncio"

"Só a inatividade nos introduz no mistério da vida"

:48

"A coação da atividade, da produção e do desempenho leva à falta de ar. O ser humano sufoca nas suas próprias ações" 

:53

"A salvação da Terra depende de virmos a ser capazes de escutar a Terra" (sobre Heidegger)

:58

"Sem a ordem simbólica, continuamos a ser pedaços quebrados e fragmentos"

:59

"O capital é alimentado pela ilusão de que mais capital produz mais vida, mais riqueza para viver. Mas esta vida é uma vida nua, uma sobrevivência"

:69

"A liberdade de expressão e o falar verdade (parrhesia) são perigosos na Pólis. Quem disser a verdade por motivos nobres e, assim, se opuser à vontade da multidão, corre o risco de ser morto"

:74 "Ziegler escreve...uma criança que morre de fome é assassinada"

:79 "A digitalização dá origem ao regime da informação, cuja psicopolítica vigia e controla as ações por meio de algoritmos e de inteligência artificial"

:80 Já há muito deixámos a sociedade industrial de massas. No regime neoliberal, ela transforma-se numa meritocracia. Agora, competimos para aumentar o desempenho. O regime neoliberal não é repressivo. Pelo contrário, o domínio assume uma forma smart e manifesta-se como um apelo permanente a mais desempenho. Esta coação subtil para o desempenho é fatalmente interpretada como um aumento da liberdade. Hoje, exploramo-nos por vontade própria, convencidos de que nos realizamos.. Entregamo-nos ao culto, à veneração do eu, no qual cada um é sacerdote de si mesmo. (...)"

:90 O ateísmo não exclui a religião. Para Schleiermacher, a religião é perfeitamente concebível mesmo sem Deus"

Sem comentários: