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05/03/2023

Leituras de um quase fim de Inverno

"Balthazar", Lawrence Durrell

"A hora do diabo", Fernando Pessoa


"Depois: as primeiras golfadas do ar puro do deserto e a nudez do espaço, puro como um teorema, estendendo-se até ao céu, afundado no seu próprio silêncio e majestade, onde apenas reinam as criaturas que a imaginação do homem inventou para povoar as paisagens hostis às suas paixões e cuja pureza excita o espírito." (Balthazar)

"A verdade é grande e prevalecerá

 Mesmo que ninguém se importe com ela". (citação de poema de Coventry Patmore in Balthazar)


"Muitas metafísicas não passam de religiões individuais" (Fernando Pessoa)

"Quem tem deuses não tem tédio. O tédio é a falta de uma mitologia" (Fernando Pessoa)

17/04/2011


"(...)
Ah! a selvajaria desta selvajaria! Merda
Pra toda a vida como a nossa, que não é nada disto!
Eu pr'aqui parado, em relação a vós, mesmo quando ando;
Mesmo quando ajo, inerte; mesmo quando me imponho, débil;
Estático, quebrado, dissidente cobarde da vossa Glória,
Da vossa grande dinâmica estridente, quente e sangrenta!
(...)"
s.d.
 "Ode Marítima", Álvaro de Campos 1ª publ. in Orpheu, nº2. Lisboa: Abr.-Jun. 1915.

02/01/2011


(Fernando Pessoa, Aforismos e fragmentos sobre a arte in "Páginas de Estética e de Teoria e Crítica Literárias", ed. Ática, 1973 )

26/05/2009

Álvaro de Campos

TABACARIA
"(...)
E a realidade plausível cai de repente em cima de mim.
Semiergo-me enérgico, convencido, humano,
E vou tencionar escrever estes versos em que digo o contrário.
Acendo um cigarro ao pensar em escrevê-los
E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.
Sigo o fumo como uma rota própria,
E gozo, num momento sensitivo e competente,
A libertação de todas as especulações
E a consciência de que a metafísica é uma consequência de estar mal disposto.
Depois deito-me para trás na cadeira
E continuo fumando.
Enquanto o Destino mo conceder, continuarei fumando.
(...)"
15-1-1928
1ª publ. in Presença, nº 39. Coimbra: Jul. 1933

18/05/2009

Conteúdos subvertidos?

"(...) As crenças, as sensações, as coisas imaginadas e as actuais estão desarrumadas, são como o conteúdo misturado no chão, de várias gavetas subvertidas "

Livro do Desassossego por Bernardo Soares. Vol.I. Fernando Pessoa.

29/04/2009

"Por arte entende-se tudo que nos delicia sem que seja nosso"

livro do Desassossego por Bernardo Soares. Vol.II. F. Pessoa.
" A arte é a expressão intelectual da emoção, distinta da vida, que é a expressão volitiva da emoção."

livro do Desassossego. Vol.II. Fernando Pessoa.
"(...) a única verdade para mim, sou eu próprio. (...)"

Textos Filosóficos . Vol. II. Fernando Pessoa.

28/04/2009

Escritos íntimos de Fernando Pessoa

"Há entre mim e o mundo uma névoa que impede que eu veja as coisas como verdadeiramente são — como são para os outros.
Sinto isto."
Páginas Íntimas e de Auto-Interpretação. Fernando Pessoa.1915?