17/04/11


"(...)
Ah! a selvajaria desta selvajaria! Merda
Pra toda a vida como a nossa, que não é nada disto!
Eu pr'aqui parado, em relação a vós, mesmo quando ando;
Mesmo quando ajo, inerte; mesmo quando me imponho, débil;
Estático, quebrado, dissidente cobarde da vossa Glória,
Da vossa grande dinâmica estridente, quente e sangrenta!
(...)"
s.d.
 "Ode Marítima", Álvaro de Campos 1ª publ. in Orpheu, nº2. Lisboa: Abr.-Jun. 1915.

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